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Dr. Antonio V. Malucelli - CRM 11502-PR
Mestre e Professor em Cirurgia
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Introdução

Essa síndrome é caracterizada por apresentar vários nomes na literatura médica e uma certa confusão em se fazer seu diagnóstico e tratamento. À s vezes é confundida com síndrome do túnel do carpo.Também é chamada de:

- Cérvico braquialgia, dor no membro superior, dor no braço, síndrome dos escalenos, síndrome do escaleno anterior, amortecimento ou formigamento de mãos e braços.

Sobre o Dr Antonio V. Malucelli
O Dr. Malucelli se especializou em cirurgia do tórax na Harvard University (em Boston), no Memorial Hospital (em New York) e na Washington University (em Saint Louis), considerados grandes centros médicos e de pesquisa norte-americanos e mundiais.
O Dr. Malucelli acumulou, desde 1992, uma larga experiência no tratamento de diversas doenças do tórax em adultos e crianças dando assistência ao Hospital Pediátrico Pequeno Príncipe (centro de excelência Latino-Americana em cirurgia de crianças) e ao Hospital e Pronto-Socorro Universitário Evangélico, bem como em sua clínica particular, todos situados em Curitiba-Paraná, Brasil.

Definição
A Síndrome do Desfiladeiro Torácico define uma série de sintomas de amortecimento (formigamento), sensação de peso, dor e/ou frigidez que podem ocorrer isoladamente ou em conjunto nos membros superiores (braço, antebraço, mão) e, eventualmente, no ombro ou região lateral do pescoço. Pode ocorrer também, ainda que raramente, na mandíbula e região retroauricular (atrás da orelha).

Incidência
Aproximadamente 3% da população mundial sofre desse mal, porém, nem todos necessitam de tratamento cirúrgico.

Sintomas
Ocorre dor (que pode ser interna, no osso), amortecimento (formigamento), dormência no braço, antebraço, mão e dedos, podendo ocorrer isoladamente ou de forma combinada em um ou mais desses locais. Isso ocorre geralmente quando a pessoa estica e eleva ou braços acima da cabeça por alguns minutos (ex: para trocar uma lâmpada, pintar uma parede, pentear os cabelos, ou ao dormir com o braço para cima, etc). Pode ocorrer em apenas um ou nos dois braços. A dor e o amortecimento podem atingir a região cervical (pescoço), mandíbula e região occipital (lateral da cabeça). Eventualmente pode haver extremidades frias ou edema (inchaço) no ombro. Os sintomas se iniciam geralmente entre 20 e 50 anos de idade ou após uma fratura de costelas ou clavícula. As mãos podem ficar azuladas ou roxas, o que ocorre devido à associação dessa síndrome com o fenômeno de Raynaud / doença de Raynaud / Raynaud. Também pode ocorrer associação com hiperidrose (suor em excesso) das mãos.

Por que isso ocorre?
Os nervos, artérias e veias que vão para os braços se originam ao nível da coluna, na região cervical (pescoço). A partir daí, passam pelo estreito torácico superior até atingir os dedos. Essa síndrome caracteriza-se por haver compressão (ao nível do estreito torácico superior) dessas estruturas, geralmente devido à posição errônea da primeira costela ou à presença de uma costela cervical ou pontes fibrosas entre os músculos escalenos. Outra causa pode estar relacionada a complicações após uma fratura de clavícula (com formação de calo ósseo), etc.

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Figura 1: pessoa com o braço aberto, mostrando as estruturas (artéria, veia e nervo) passando pelo estreito torácico superior, desde o pescoço até o braço.

Tratamento clínico

Esse tratamento muitas vezes é temporário (os sintomas voltam a ocorrer), pois geralmente existe uma compressão mecânica das estruturas, o que não pode ser eliminado sem cirurgia.

O tratamento clínico geralmente é iniciado com fisioterapia (alongamentos e fortalecimento de alguns grupos musculares), antiinflamatórios não hormonais e hormonais ou acupuntura. Sugere-se o afastamento temporário do trabalho. Se os sintomas persistirem por um período compreendido entre 3 e 6 meses, pode haver lesões irreversíveis (atrofias musculares, lesões nervosas, etc) e, portanto, indica-se o tratamento cirúrgico imediato.

Tratamento cirúrgico

É indicado quando o tratamento clínico não obtém cura após alguns meses, ou se estiver havendo piora dos sintomas, perda da força muscular ou amortecimento (formigamento contínuo). Quando isso ocorre, pode haver lesões irreversíveis se o problema não for tratado imediatamente com cirurgia.

Classicamente, esse tratamento é realizado por um Cirurgião do Tórax, pois há necessidade de retirada da primeira costela para, dessa forma, haver a descompressão das estruturas (artéria, veia e nervo). Essa cirurgia foi realizada pela primeira vez em 1861. Portanto, já se sabe muito sobre seus benefícios e efeitos colaterais.
A operação é realizada sob anestesia geral, através de uma incisão (corte) na região axilar (axila) do lado comprometido. Pode ser realizada dos dois lados.

Pós-operatório e resultados

A maioria dos pacientes recebe alta 24 a 48 horas após a cirurgia. A prática de exercícios físicos é proibida por no mínimo 30 dias. Utilizam-se analgésicos e antiinflamatórios por um período de 15 a 30 dias.

Em 85 % dos pacientes, os sintomas desaparecem completamente após a cirurgia e não retornam mais. Em 10% deles ocorre melhora significativa, e apenas em 5% não se alcança solução desejável.


QUAIS SÃO AS MAIORES INOVAÇÕES NO TRATAMENTO DESSAS DOENÇAS?
A maior inovação está nas formas de abordagem dessa doença e, eventualmente, na técnica cirúrgica (maneira como a cirurgia é feita) empregada pelo cirurgião. As discussões dessas se dão em congressos médicos científicos nacionais e internacionais, onde o Dr. Malucelli tem participado, apresentando temas e assistindo a palestras.

PERGUNTAS MAIS FREQUENTES

Deve ser feito algum exame antes da cirurgia?
Recomenda-se a realização dos exames clínico, de sangue, radiografia do tórax, ressonância magnética de coluna cervical, ecodopler de membros superiores e, eventualmente, eletromiografia. Alguns casos requerem venografia ou arteriografia.

Quanto tempo após a cirurgia os sintomas desaparecem?
O paciente poderá apresentar melhora imediata com relação à parte dos sintomas. O restante deles pode desaparecer em alguns meses, sendo que em 5% dos pacientes não há melhora aparente.

Essa cirurgia apresenta risco para a vida?
Toda cirurgia apresenta algum risco, por menor que ele seja. Porém, essa é uma cirurgia considerada de pequena proporção e com raro risco para a vida, desde que realizada por um profissional habilitado a fazê-la – Cirurgião de Tórax .

Quando deve ser feita essa cirurgia?
Se o tratamento clínico não surtir efeito após alguns meses (em geral de 3 a 6 meses), ou se houver piora clínica, deve-se programar a cirurgia imediatamente, a fim de se evitarem lesões irreversíveis.

A partir de que idade pode ser feita essa cirurgia?
Não existe idade limítrofe para o procedimento cirúrgico.

A retirada da primeira costela não trará problemas futuros?
Não, porque a primeira costela tem sua função totalmente substituível pelas demais.

Que tipo de anestesia é utilizada?
A anestesia é geral. Ao contrário do que alguns pensam, a anestesia geral é infinitamente mais segura que as outras (peridural e raquianestesia). Nos últimos dez anos, os medicamentos utilizados são muito seguros e praticamente não geram efeitos colaterais nem risco para a vida do paciente.

Após a cirurgia, quando é possível retornar às atividades físicas?
Em geral após 30 a 90 dias, mas, dependendo do caso, somente entre 3 e 6 meses depois da cirurgia.

Referências bibliográficas
General Thoracic Surgery – Thomas W. Shields – fourth edition
Chest Surgery Clinics of North America
International Trends in General Thoracic Surgery – volume 2

Sites relacionados
Key words – Thoracic Outlet Syndrome



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