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Dr. Antonio V. Malucelli - CRM 11502-PR
Mestre e Professor em Cirurgia
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Nódulo de Pulmão – Nódulo Pulmonar

INTRODUÇÃO

Nessa seção descreveremos o diagnóstico e tratamento do(s) nódulo(s) do pulmão / nódulo pulmonar.

Se você tiver interesse em tratar a sua doença com nosso grupo, envie email solicitando informações. Enviaremos resposta detalhada de como você poderá fazer toda a programação por intermédio da internet/telefone. Assim, você poderá vir para Curitiba diretamente para uma consulta e, no dia seguinte, faremos o tratamento cirúrgico de sua doença.


Para mais informações sobre “Oncologia do Tórax” ou sobre “Metástase(s) Pulmonar(es)”, visite nosso portal www.medicinadotorax.com.br


INFORMAÇÕES GERAIS


O que são e onde estão os pulmões


Os pulmões estão localizados dentro da cavidade torácica (tórax). O lado direito é maior, sendo composto por 10 segmentos e 3 lobos. O lado esquerdo é composto por 8 segmentos e 2 lobos. A principal função dos pulmões é fazer a troca de gás carbônico do nosso organismo por oxigênio do ambiente externo.


Para que o ar chegue até os pulmões ele é conduzido através das vias aéreas (encanamento que leva o ar até os pulmões). As vias aéreas se iniciam nas narinas/boca e seguem com a laringe (onde estão as cordas vocais). Na continuação da laringe está a traqueia e essa se divide em dois brônquios, que se comunicam com os lados direito e esquerdo do pulmão.


Portanto, esse conjunto conduz o ar do ambiente externo para dentro dos pulmões para que possamos respirar.



Definição


O(s) nódulo(s) do pulmão pode ser visível em uma radiografia ou tomografia do tórax de rotina. Aparece como uma opacidade pulmonar (uma mancha branca - uma bola) com diâmetro menor ou igual a 3cm, circundada por tecido pulmonar normal.


O(s) nódulo(s) pulmonar pode(m) ser: lesões benignas; lesões malignas (câncer pulmonar); nódulos indeterminados ou nódulo(s) metastático(s) do pulmão.

           

Figuras acima: na primeira gravura vemos uma radiografia de pulmão com um nódulo na cor branca. A segunda mostra uma tomografia do tórax com pequeno nódulo pulmonar à esquerda (em branco), e a última apresenta outra tomografia de tórax com nódulo pulmonar à esquerda.

Formas de apresentação dos nódulos do pulmão:

     

Figuras acima: variações morfológicas dos nódulos pulmonares: na primeira, espiculado e serrilhado; e na segunda, arredondado e lobulado. Essas variações podem sugerir a benignidade ou malignidade da lesão.

Sintomas dos nódulos do pulmão

A maioria dos nódulos pulmonares não apresenta sintomas. Geralmente são encontrados em uma radiografia do tórax de rotina (check-up). Mas pode haver sintomas como: tosse, hemoptise (tosse com sangue), sibílus (chio) localizado, infecção pulmonar de repetição no mesmo local e falta de ar, dependendo do tamanho e da localização do nódulo.


Diagnósticos possíveis de um os mais nódulos pulmonares

As características (calcificação, formato, dimensão, quantidade, etc) e a localização do nódulo nos dará condições de sugerirmos (não se tem certeza) se há maiores ou menores chances de ser um nódulo maligno do pulmão ou um nódulo benigno do pulmão.


Para termos certeza, quase sempre haverá necessidade de realizarmos uma biópsia da lesão. As biópsias podem ser com agulha, broncoscopia, videocirurgia ou cirurgia convencional (dependerá de cada caso). O mais comum é não realizarmos somente a biópsia, mas sim realizarmos a retirada completa dos nódulos suspeitos.


Um ou mais nódulos pulmonares podem ser:


1. Nódulos benignos do pulmão:


Podem ser decorrentes de diversos processos que ocorreram na vida de uma pessoa, como por exemplo: cicatriz pulmonar após uma pneumonia, granulomas infecciosos (tuberculose, histoplasmose, coccidioidomicose, ascaris, equinococose, etc), granulomas não infecciosos (Wegener, sarcoidose, artrite reumatoide, etc) ou tumores benignos como hamartomas, condromas e adenomas.

2. Nódulo maligno do pulmão (câncer):


Um nódulo maligno é um câncer inicial de pulmão (adenocarcinoma, carcinoma epidermoide, carcinoma de pequenas células, etc). Todo câncer começa como uma lesão pequena e, com o passar dos dias, meses ou anos, vai aumentando de tamanho. É mais comum aparecer em fumantes, mas pode ocorrer em não fumantes.

3. Nódulos indeterminados do pulmão:


São aqueles que, apesar de todos os esforços, não se sabe se são benignos os malignos. Há necessidade da realização de biópsias ou ressecções completas para se certificar.

4. Metástase(s) do pulmão:


É um câncer de outro local do organismo (útero, próstata, cólon, mama, rim, cabeça e pescoço, sarcomas, tireoide, melanomas, etc) que se implantou (através da corrente sanguínea ou linfática) e está aumentando de tamanho no pulmão. Veja mais sobre esse tema em nosso portal “Medicina do Tórax”, no link “Oncologia do Tórax.



Como proceder frente a uma radiografia do tórax com um nódulo pulmonar

Tendo uma radiografia de tórax com nódulo, devemos realizar uma tomografia de tórax de alta resolução e avaliarmos a variação de Unidades Hausfield, a presença de calcificações (mesmo lesões calcificadas podem ser malignas), o formato do nódulo (alguns sugerem câncer), além da presença de linfonodos hilares e mediastinais.


Todas essas avaliações só nos darão uma ideia do que é o nódulo. Para termos certeza devemos coletar biópsias através da broncoscopia (endoscopia respiratória), punção transtorácica, videocirurgia torácica ou cirurgia torácica minimamente invasiva.


Os resultados das biópsias, quando são “negativos para malignidade ou inconclusivos”, podem ser devido a limitações dos exames, e não devemos parar nossa investigação por aí. Só podemos aceitar o diagnóstico quando os resultados das biópsias são conclusivos para alguma doença: benigna ou maligna. Dessa maneira poderemos instituir o tratamento adequado.


Muitas vezes haverá necessidade de ressecção (retirada) cirúrgica do nódulo e avaliação do patologista no transoperatório (usando congelação com nitrogênio líquido). Dessa maneira, dependendo do resultado (se câncer), o paciente será submetido ao tratamento oncológico definitivo no mesmo instante.



Tratamento dos nódulos


O tratamento depende das características dos nódulos, mas a maioria deles (especialmente em fumantes) deve ser ressecada cirurgicamente (retirado), pois essa é a melhor e talvez a única oportunidade de cura. Quando esses nódulos são malignos e crescem, eles se tornam muito difíceis de curar. Abaixo faremos considerações sobre os vários tipos de nódulos pulmonares.


1. Tratamento do nódulo pulmonar suspeito de ser benigno:


Devemos ter certeza absoluta de que se trata de um nódulo benigno. Somente nessa ocasião pode-se fazer o controle com radiografia ou tomografia de tórax em períodos pré-determinados. Assim poderemos acompanhar se haverá crescimento desse nódulo.


Se isso ocorrer, pode ser indício de uma lesão maligna e, portanto, deve ser ressecada (retirada) cirurgicamente. Quando a biópsia é inconclusiva, não quer dizer que não se trata de um câncer e, portanto, ela deve ser repetida, ou então o nódulo deve ser retirado com cirurgia.


2. Tratamento do nódulo maligno do pulmão (câncer):


Inicialmente devemos proceder o estadiamento (avaliação de sua extensão) desse câncer do pulmão . O tratamento preferencial é a ressecção (retirada) por meio de videocirurgia ou cirurgia minimamente invasiva ou cirurgia convencional. Essa é a oportunidade perfeita para conseguirmos uma ressecção completa, pois o câncer ainda é inicial e, portanto, tem grande chance de cura. Não devemos deixar passar essa oportunidade.

3. Tratamento dos nódulos indeterminados do pulmão:


Como não é possível definir se são malignos (câncer) ou benignos, eles devem sempre ser ressecados (retirados) por meio de videoicirurgia ou de cirurgia minimamente invasiva ou cirurgia convencional.

4. Tratamento da(s) metástase(s) do pulmão:


Devemos seguir alguns critérios muito rígidos de indicação, mas para uma boa parte delas o melhor tratamento é a retirada através da cirurgia, uma vez que a maioria das metástases não responde ao tratamento por quimioterapia e/ou radioterapia. A ressecção cirúrgica permitirá boa chance de cura parcial ou total. Veja mais sobre esse tema em nosso portal “Medicina do Tórax” no link “Oncologia do Tórax”.



Tratamento cirúrgico – detalhes da cirurgia


O tratamento cirúrgico é classicamente realizado por Cirurgião do Tórax com experiência em oncologia. Devemos fazer uma avaliação prévia rigorosa através de exames de sangue, coração, função pulmonar, etc. A cirurgia é realizada em centro cirúrgico, com anestesia geral, por meio de cirurgia torácica minimamente invasiva (toracotomia com preservação muscular) ou videocirurgia ou cirurgia torácica convencional. Tudo dependerá do diagnóstico inicial.

 

Figuras acima: na primeira, um paciente no centro cirúrgico, sob anestesia geral, sendo operado através de pequenos cortes (incisões) de 1 a 3 centímetro, com equipamento de videocirurgia torácica. O cirurgião e os auxiliares realizam a cirurgia visualizando a parte interna do tórax nos monitores (TV). Na segunda: gravura esquemática do tórax de uma pessoa e os diversos equipamentos de videocirurgia torácica introduzidos no tórax.

     

Figuras acima: na primeira imagem vemos o segmento do pulmão com um nódulo sendo retirado com videocirurgia torácica e uso de um stapler (grampeador mecânico). Na segunda imagem está o segmento ressecado do pulmão com o nódulo. E na última, a peça cirúrgica (nódulo pulmão) cortado ao meio.

       

Gravuras acima: pulmão com diversas opções para a retirada de um nódulo pulmonar, dependendo da sua natureza - benigna ou maligna - e do seu estadiamento

Pós-operatório de ressecção de nódulos pulmonares e resultados


O pós-operatório da maioria dessas cirurgias é de 5 a 7 dias de internamento hospitalar e depende de que tipo de procedimento foi executado. Após esse período a pessoa pode retornar às suas atividades do dia a dia e às atividades físicas.


Os resultados dependem de que doença se está tratando - se benigna, maligna ou metastática. De maneira geral, as chances de cura são muito grandes.



Diagnóstico e Prevenção Precoce do Nódulo Pulmonar


O ideal é que as pessoas nunca fumem. Dessa forma, reduzirão os riscos de apresentarem um nódulo pulmonar maligno (câncer pulmonar). Os nódulos benignos são dificilmente evitáveis.


Os fumantes devem, a título de prevenção, realizar uma radiografia ou tomografia de tórax, seguida de consulta médica, ao menos a cada ano, enquanto estiverem fumando. Se pararem de fumar, devem continuar com essa prevenção por mais 10 anos.


As pessoas que apresentaram algum tipo de câncer em praticamente qualquer região do organismo devem fazer exames periódicos do pulmão por meio de uma radiografia ou tomografia de tórax, seguida de consulta médica, geralmente a cada 6 a 12 meses durante os próximos 5 a 10 anos.


Toda pessoa a partir dos 45 anos deve realizar uma radiografia de tórax por ano, sendo ou não fumante, apresentando ou não sintomas, para investigar a presença de nódulos.



NOSSA EXPERIÊNCIA NO TRATAMENTO DO(S) NÓDULO(S) DO PULMÃO

O Dr. Antonio V. Malucelli obteve especial formação em oncologia do tórax em adultos e crianças no mais reconhecido centro mundial de câncer, o Memorial Sloan-Kettering Cancer Center (em New York - USA), bem como na Harvard University (em Boston - USA). Atua ativamente como cirurgião torácico e na área de pesquisa científica desde 1993.


O Dr Malucelli atuou como professor universitário e preceptor da residência médica de cirurgia torácica do Hospital Universitário Evangélico de Curitiba até o ano de 2005, e é mestre em cirurgia pela Universidade Federal do Paraná.

Foi autor do capítulo “Estadiamento e Tratamento do Câncer de Pulmão”, publicado no livro: Câncer - Editora Metisul –1997. Esse capítulo foi revisado no início de 2007 e reeditado em 2008, completamente atualizado.


Veja informações sobre outras doenças que seja de seu interesse em nosso portal www.medicinadotorax.com.br .

QUAL A MAIOR INOVAÇÃO PARA TRATAR ESSA DOENÇA?

A maior inovação está nas formas de abordagem dessa doença e na técnica cirúrgica (maneira como a cirurgia é feita) empregada pelo cirurgião. As discussões dessas técnicas se dão em congressos médicos científicos nacionais e internacionais, onde o Dr. Malucelli tem participado, apresentando temas e assistindo a palestras. Os mais recentes foram:

ANO DE 2003

V International Symposium, em Erlangen, na Alemanha. Nesse evento foram discutidas técnicas de cirurgia minimamente invasiva e de videocirurgia do tórax.


ANO DE 2004

1º Latin American Conference on Lung Cancer, em São Paulo-SP. O evento reuniu as maiores autoridades mundiais em Oncologia Torácica para discutir tratamentos e prevenção do câncer de pulmão.
O evento foi promovido pela International Association of Study of Lung Câncer e American Society of Clinical Oncology.

100th International Conference - American Thoracic Socity - ATS 2004 – em Orlando, Florida, USA.
Esse evento congraça 15 mil especialistas todos os anos. Durante cinco dias foram debatidos temas de cirurgia torácica / oncologia torácica e especialidades afins.
II Congresso Sul Brasileiro de Cirurgia Torácica - o Dr. Antonio V. Malucelli foi o PRESIDENTE desse evento, realizado em Curitiba-PR. Esse é o maior evento do sul do País em cirurgia do tórax. É promovido a cada 2 anos, com cada edição sendo realizada em um Estado da região Sul.


ANO DE 2005


VI International Symposium em maio, em Viena, Áustria. Foram demonstrados avanços no tratamento de diversas doenças com a utilização de uma modalidade de cirurgia do tórax minimamente invasiva / videocirurgia do tórax. O Dr. Malucelli participou do evento, apresentando tema relativo à sua experiência na cidade de Curitiba-PR, Brasil.

XIV Congresso Brasileiro de Cirurgia Torácica, III Simpósio Brasileiro de Oncologia Torácica e VII Congresso Brasileiro de Endoscopia Respiratória, em Goiânia-GO. Evento de importância científica nacional, com participação confirmada de 7 autoridades internacionais nos temas de cirurgia do tórax e oncologia torácica.


ANO DE 2006
III Congresso Sul Brasileiro de Cirurgia Torácica, realizado em Porto Alegre-RS.

ANO DE 2007
XV Congresso Sudamericano de Cirurgia Torácica, XVIII Congresso Sudamericano de Broncología, V Congresso Uruguayo De Cirurgía Torácica, XI Encuentro Iberoamericano de Neumologia y Cirurgia Torácica, realizados em Montevidéu – Uruguai.

ANO DE 2008
I Encontro Europeu de Cirurgia Laríngo – Traqueal, em Valencia – Espanha. Durante 3 dias foram discutidos, com sessões teóricas e práticas, todos os temas relacionados à laringe, traqueia e brônquios. Estavam presentes as 8 maiores autoridades mundiais nesse tema.
II Curso Internacional de Via Aérea Pediátrica, em setembro, no Chile. Estavam presentes o Dr Malucelli, do Brasil, e as 3 maiores autoridades mundiais desse tema.

ANO DE 2009
Congresso Internacional de Videocirurgia, em março, na cidade de Nova York.

XVI Congresso Brasileiro de Cirurgia Torácica, em abril, na cidade de Curitiba – Paraná – Brasil.


PERGUNTAS MAIS FREQUENTES SOBRE NÓDULO(S) DO PULMÃO

& Eacute; possível ficar curado de um nódulo?

Sim. Os nódulos malignos ou benignos são curados, geralmente através do tratamento cirúrgico.

E os nódulos metastáticos (metástases) devem ser tratados com cirurgia ou quimioterapia ou radioterapia?

Uma boa parte deles poderá ser tratada com retirada cirúrgica, desde que a doença primária esteja controlada. Em alguns tipos de tumor indicam-se doses de quimioterapia. Se não houver resposta (não desaparecer os nódulos) e a doença primária estiver controlada, deve ser feita a ressecção cirúrgica. A radioterapia praticamente não deve ser feita para tratamento de metástases pulmonares.

Em pacientes fumantes, ao invés de operar o nódulo pulmonar, não é melhor fazer o controle radiológico?
Não. Nódulos em pacientes fumantes devem ser avaliados conforme suas características, mas a maioria deve ser operada, pois essa é a grande oportunidade que uma pessoa pode ter de curar um câncer – quando ele ainda é pequeno e não lançou metástases.

Para se fazer o tratamento cirúrgico de um nódulo deve-se retirar parte de pulmão sadio?
Sim. Para fazer a ressecção cirúrgica devemos sempre dar uma margem de segurança com pulmão normal. Porém, essa retirada é muito limitada e, portanto, não gerará sequelas graves ao paciente.


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